Por vezes ninguém merece perder
Num encontro marcado pelo equilíbrio, pela organização tática e por poucas oportunidades claras de golo, Soraco FC e Olympiacopos protagonizaram um duelo intenso e disputado até ao último segundo. As duas equipas procuraram assumir o jogo através da construção desde trás, combinando passes curtos com ataques à profundidade e rasgos individuais capazes de desbloquear uma partida onde o espaço escasseava.
Durante grande parte da primeira metade, as ocasiões de verdadeiro perigo foram raras. O Soraco encontrava em Manuel Damásio, camisola 21, e em Francisco Luz Pedro os principais motores ofensivos, enquanto do lado do Olympiacopos era Tomás Félix, camisola 29, a principal referência atacante, bem apoiado pela presença física e capacidade de choque de Francisco Passo. A primeira grande oportunidade pertenceu precisamente ao conjunto vestido de preto. Francisco Passo foi lançado em velocidade e disparou um remate rasteiro e fortíssimo que obrigou o guardião adversário Francisco Lima a um excelente mergulho para a esquerda, desviando a bola para canto. Na sequência desse lance, o canto cobrado por Tomás Félix encontrou novamente Francisco Passo, cujo remate a meia altura passou muito perto do poste mais distante. Quem não marca, sofre, e o Soraco aproveitou a oportunidade que teve. Tiago Filipe Correia, camisola 9, recebeu no flanco esquerdo, puxou para dentro e disparou um remate rasteiro e potente ao primeiro poste, surpreendendo o guarda-redes e inaugurando o marcador pouco antes do intervalo.
A segunda parte começou praticamente como terminou a primeira: com Tiago Filipe Correia em destaque. Logo nos primeiros segundos, o avançado arrancou pela direita, deixou adversários para trás e voltou a testar a atenção do guardião, Manuel Martins, que desta vez respondeu com segurança. O Olympiacopos tentava reagir, mas esbarrava constantemente na organização defensiva da equipa verde, vendo-se muitas vezes obrigado a recorrer a remates de longa distância que raramente encontravam a baliza. Do outro lado, Tiago Filipe Correia continuava a ser a principal ameaça e voltou a ficar perto do golo com um remate que passou a rasar a barra. Mas a persistência do Olympiacopos acabaria por ser recompensada. Na sequência de um canto batido por Tomás Carvalhão, camisola 4, apareceu ao segundo poste Tomás Félix, que só teve de encostar para restabelecer a igualdade no marcador. O Soraco procurou de imediato responder e esteve perto de recuperar a vantagem quando um livre de Tiago Filipe Correia foi defendido por Manuel Martins, que não conseguiu segurar a bola, mas acabou por ter a sorte do seu lado, pois a recarga saiu à figura, numa bola que parecia mais difícil falhar do que colocar dentro da baliza. Quando o encontro parecia encaminhar-se para o empate, surgiu novamente o inevitável Tiago Filipe Correia. Já nos minutos finais, uma boa jogada coletiva terminou com Francisco Graça, camisola 10, a cruzar rasteiro desde a direita para o coração da área, onde o avançado apareceu no sítio certo para assinar o segundo golo da sua conta pessoal e recolocar o Soraco na frente. No entanto, o futebol ainda guardava mais um capítulo para esta história. Já no último minuto, o Olympiacopos conquistou uma grande penalidade. Chamado à marca dos onze metros, Francisco Passo não tremeu e, apesar de o guarda-redes ter adivinhado o lado, conseguiu converter e fixar o resultado final.
Um empate emocionante e justo num jogo onde ambas as equipas mostraram argumentos, qualidade e uma enorme vontade de vencer até ao derradeiro apito.
Por: Miguel Martins
por Redação Allstars