Laranja Mecânica espreme defesa para aguentar a reação do Sumás
A partida entre Sumás de Ananol e Laranja Mecânica prometia equilíbrio e intensidade, e não demorou a cumprir as expectativas. A formação de laranja entrou melhor no encontro, assumindo as despesas do jogo, mas encontrou pela frente um adversário que, à medida que os minutos passavam, crescia em confiança e começava a discutir o encontro de igual para igual.
A primeira oportunidade pertenceu aos Laranja Mecânica, que através de uma boa jogada coletiva conseguiram isolar o camisola 22, Guilherme Cadete, obrigando o guardião adversário Francisco Botelho a uma excelente defesa com o pé para manter o nulo no marcador. Pouco depois, foi a vez de Diogo Rato, pela ala esquerda, ganhar espaço e cruzar rasteiro para Bernardo Ribeiro, que desviou já na área, vendo a bola passar a escassos centímetros do poste. Com o decorrer da primeira parte, a pressão alta e a intensidade ofensiva dos homens de laranja começaram a surtir efeito. O primeiro golo surgiu precisamente dessa insistência: um atraso para o guarda-redes Francisco Botelho acabou por correr mal e Francisco Gamboa Ferreira, atento ao erro, aproveitou para roubar a bola e empurrá-la para o fundo das redes. O mesmo protagonista voltaria a aparecer pouco depois para aumentar a vantagem. Após um excelente trabalho de Tomás Carvalho, camisola 2, no flanco direito, surgiu um cruzamento rasteiro para o coração da área onde Francisco Gamboa Ferreira, apesar de uma receção difícil, conseguiu controlar e finalizar para o 2-0 antes do intervalo.
Na segunda metade, o Sumás de Ananol regressou com outra atitude, mais pressionante e agressiva na procura do resultado. O jogo tornou-se mais disputado a meio-campo, com ambas as equipas a privilegiarem a organização defensiva e os cortes preventivos. A primeira oportunidade da etapa complementar surgiu para o Sumás de Ananol quando Gonçalo Moreira abriu o jogo para a esquerda e encontrou Francisco Anjo, que obrigou Tomás Pratas a uma intervenção segura para negar o golo. Contudo, quem voltou a sorrir foi a Laranja Mecânica. Na sequência de um canto curto, a bola chegou à entrada da área para Tomás Carvalho, que disparou um autêntico míssil, fazendo a bola parar apenas no fundo das redes e ampliando a vantagem para três golos. Quando parecia que o encontro estava resolvido, o Sumás de Ananol mostrou caráter e recusou-se a desistir. Primeiro, através de João Mesquita, camisola 20, que aproveitou uma jogada confusa na área e vários ressaltos — já depois de uma impressionante intervenção acrobática de Francisco Melícias em cima da linha — para reduzir a diferença. A equipa voltou a acreditar e, pouco depois, voltou a marcar. Pelo flanco direito, Vasco Sousa Coutinho, camisola 88, apareceu lançado na velocidade e, com um remate cruzado, bateu Tomás Pratas, relançando completamente a discussão do resultado que acabou por não sofrer mais alterações nos minutos restantes da partida
Apesar da forte reação final do Sumás de Ananol, a Laranja Mecânica conseguiu segurar a vantagem construída na primeira parte e somar uma vitória tão importante quanto sofrida, num jogo que ficou marcado pela eficácia inicial dos homens de laranja e pela enorme capacidade de resposta do adversário até ao último minuto.
Por: Miguel Martins
por Redação Allstars