Wolveraction aguenta pressão francesa e elimina Metz Lá Dentro num jogo de nervos
Nos oitavos de final da Champions, Metz Lá Dentro e Wolveraction protagonizaram uma partida muito intensa, marcada por muita luta, várias oportunidades e um final em que a formação francesa ainda acreditou que podia levar o jogo para outro rumo. No entanto, a equipa inglesa mostrou maior eficácia nos momentos decisivos e conseguiu segurar uma vitória por 3-2, garantindo a passagem à próxima fase.
O jogo começou praticamente com a formação inglesa a entrar melhor e a conseguir colocar-se em vantagem. Tiago Carreira apareceu em zona de finalização e inaugurou o marcador, fazendo o 1-0 para o Wolveraction e obrigando o Metz Lá Dentro a correr atrás do resultado desde cedo. Depois do golo sofrido, a formação francesa tentou reagir e começou a procurar mais bola no meio-campo, tentando aproximar-se da baliza adversária com maior critério. Gonçalo Costa foi um dos primeiros a tentar criar perigo, arriscando um remate para surpreender o guarda-redes britânico, mas este respondeu de forma segura e manteve a vantagem inglesa. Do outro lado, o Wolveraction continuava perigoso sempre que conseguia chegar ao último terço. João Abrantes e Oliveira teve uma excelente oportunidade para aumentar a vantagem após uma recarga, mas acabou por rematar por cima da baliza, deixando escapar uma boa ocasião para fazer o 2-0. O Metz aproveitou esse desperdício e conseguiu chegar ao empate. Gonçalo Costa apareceu atento numa recarga e colocou a bola no fundo da baliza, fazendo o 1-1 e devolvendo equilíbrio ao encontro. Foi um golo importante para a formação francesa, que nessa fase começava a ganhar confiança e a acreditar mais na possibilidade de discutir a eliminatória. No entanto, o Wolveraction voltou a mostrar eficácia. Numa jogada bem construída, José Burguete apareceu em destaque e marcou o segundo golo da equipa inglesa, recolocando o Wolveraction em vantagem por 2-1. A equipa britânica mostrou frieza no momento certo e voltou a castigar uma fase em que o Metz tentava crescer no jogo. A formação francesa não desistiu e continuou a procurar o empate. Miguel Barrosa, Lourenço Carvalho e Tiago Oom Sousa tentavam dar mais soluções ofensivas ao Metz, procurando combinações curtas e movimentos entre linhas para furar a organização inglesa. Ainda assim, o golo não aparecia. Antes do intervalo, Afonso Lima Santos tentou criar perigo com um remate, mas o guarda-redes José Menezes (estrangeiro) respondeu bem e defendeu à figura, mantendo a vantagem do Wolveraction. O jogo foi para o descanso com a equipa inglesa a vencer por 2-1, mas com a eliminatória ainda completamente em aberto.
A segunda parte começou com uma entrada forte do Metz Lá Dentro. Logo nos primeiros minutos, Martim Carvalho teve uma excelente oportunidade e acertou no poste da baliza britânica, num lance que podia ter mudado totalmente o rumo do jogo. A formação francesa entrou com mais agressividade ofensiva e mostrava vontade de chegar rapidamente ao empate. Mas, mais uma vez, o Wolveraction foi mais eficaz. Apesar da pressão francesa, Francisco Esguelha apareceu num momento decisivo e marcou o terceiro golo da formação inglesa, aumentando a vantagem para 3-1. Foi um golpe duro para o Metz, que estava a criar perigo, mas voltou a ser castigado pela eficácia adversária. Mesmo em desvantagem por dois golos, a equipa francesa não baixou os braços. O Metz continuou a pressionar e teve uma oportunidade enorme quando Miguel Campos apareceu com a baliza aberta, mas o central britânico conseguiu cortar a bola em cima da linha, impedindo o golo que podia relançar a partida mais cedo. A formação francesa continuava a insistir. Lourenço Carvalho teve um bom momento técnico ao receber de peito e deixar a bola para Afonso Lima Santos, mas este não conseguiu aproveitar a oportunidade de remate. Era mais uma aproximação perigosa do Metz, que ia empurrando o Wolveraction para trás. Miguel Barrosa também tentou dar esperança à equipa francesa através de um cabeceamento, mas o resultado manteve-se em 3-1. A equipa francesa criava situações, mas continuava a falhar no momento decisivo, enquanto a formação inglesa tentava gerir a vantagem e sair em transição sempre que conseguia. A insistência do Metz acabaria por ser recompensada. Miguel Campos apareceu novamente em zona de finalização e, desta vez, conseguiu reduzir para 3-2, devolvendo emoção ao jogo e colocando pressão máxima sobre o Wolveraction nos minutos finais. Logo no lance seguinte, Miguel Costa teve uma grande oportunidade para empatar a partida, mas cabeceou por cima da baliza. Foi um momento enorme, daqueles que podiam ter levado o jogo para outro desfecho, mas a bola não entrou. Até ao apito final, o Metz Lá Dentro tentou carregar em busca do empate, mas o Wolveraction conseguiu resistir à pressão e proteger a vantagem mínima. A equipa inglesa sofreu nos últimos minutos, mas mostrou capacidade para aguentar o resultado e garantir a passagem aos quartos de final.
Foi uma eliminatória muito disputada, com o Metz a criar oportunidades suficientes para sonhar com outro resultado, mas com o Wolveraction a ser mais frio, mais eficaz e mais forte nos momentos decisivos.
por Vasco Côrte-Real