Reviravolta, resposta e um empate arrancado a ferros
O encontro entre Atouca e Epataska foi daqueles jogos capazes de resumir tudo aquilo que torna a Taça da Liga Allstars imprevisível: intensidade, emoção, reviravoltas e golos até ao último suspiro. Num duelo onde ambas as equipas alternaram momentos de domínio, o empate final acabou por surgir como consequência natural de um jogo absolutamente frenético.
O apito inicial ainda ecoava quando o guardião do Epataska foi imediatamente chamado à ação. Martim Malato surgiu isolado diante da baliza e obrigou o guarda-redes adversário a uma enorme intervenção, evitando que o Atouca inaugurasse cedo o marcador. A formação às riscas brancas e azuis foi imediata, através de uma pressão alta que começou rapidamente a sufocar a saída de bola adversária. antes de o Atouca voltar a assustar em transição rápida. Gonçalo Torrão cruzou com precisão pela esquerda e Martim Malato ficou a centímetros de encostar para o primeiro da noite. As oportunidades sucediam-se de parte a parte e Pedro Reis começava a assumir-se como uma das figuras ofensivas do encontro para os Epataska. Primeiro com um remate cruzado muito perigoso, depois com um livre rasteiro que obrigou o guardião do Atouca, Hugo Martins, a manter-se atento. E foi pela insistência do médio que o golo acabaria mesmo por surgir para o Epataska: após defesa incompleta do guarda-redes amarelo e azul, Pedro Reis apareceu no sítio certo para finalizar a jogada iniciada por Miguel Barão. Mesmo em desvantagem, o Atouca continuou vivo na partida. Num lançamento lateral de Rafael Graça, o capitão Manuel Tapadas encontrou espaço na área para testar novamente o guarda-redes adversário, que voltou a responder à altura. Ainda assim, o Epataska mostrava maior eficácia e chegou ao segundo golo através de um lance de linha lateral. João Maldonado Correia apareceu discretamente na zona de finalização e desviou o suficiente para ampliar a vantagem da sua equipa. Antes do intervalo, Rafael Graça ainda tentou reduzir com um belo movimento individual após receber de costas para a baliza, mas o remate saiu ao lado.
A segunda parte trouxe um Atouca completamente diferente. A equipa entrou pressionante, agressiva e determinada em recuperar o prejuízo. Rafael Graça assumiu o comando ofensivo e, através de uma arrancada cheia de intensidade, descobriu Gonçalo Torrão no lado oposto. O atacante entrou na área e obrigou o guardião do Epataska a uma defesa espetacular. Mas quando o Atouca parecia crescer, foi novamente o Epataska a marcar. Caetano Pinto encontrou João Maldonado Correia na área e o camisola 99 voltou a fazer estragos, assinando o segundo da conta pessoal. O Atouca recusava-se a desistir. Gonçalo Torrão apareceu por duas vezes ao segundo poste perto do golo ficando perto de empatar novamente a partida. Até que finalmente a formação de amarelo e azul reduziu. Num canto batido por Afonso Barroso, Pedro Belo elevou-se mais alto que todos e cabeceou com violência para o fundo das redes. Ainda assim, o grande carrasco da noite continuava inspirado. João Maldonado Correia completou o hat-trick com um remate fortíssimo do lado esquerdo que bateu o guarda-redes e parecia encaminhar definitivamente a vitória do Epataska. Só que o Atouca nunca deixou cair os braços. Rafael Graça, numa excelente jogada coletiva, apareceu lançado em velocidade e finalizou com enorme classe para voltar a reduzir. Poucos minutos depois, Martim Malato, que já avisara no início da partida, também fez o gosto ao pé e aproximou ainda mais a sua equipa no marcador. E quando tudo apontava para a vitória do Epataska, surgiu o momento final de loucura. Na sequência de um livre batido por Rafael Graça, o guarda-redes ainda conseguiu defender numa primeira instância, mas Martim Malato apareceu na recarga para empurrar para dentro da baliza e consumar um empate épico.
Num dos jogos mais emocionantes da jornada, Atouca e Epataska dividiram pontos depois de uma autêntica batalha ofensiva que deixou toda a gente sem fôlego até ao último segundo.
Por: Miguel Martins
por Redação Allstars