Persistência e segurança defensiva valeram triunfo sofrido
O encontro entre Celta de Bica e CAD ELAS trouxe um jogo intenso, competitivo e muito equilibrado, marcado pela enorme entrega das duas equipas e pelas grandes exibições dos respetivos guarda-redes. Num duelo dividido praticamente do início ao fim, acabou por ser a maior eficácia da equipa amarela e azul nos momentos decisivos a fazer a diferença.
O marcador foi inaugurado logo nos minutos iniciais pelo CAD ELAS. Na sequência de um canto batido por Ricardo Sequeira, Hugo Rego apareceu solto na área e finalizou com facilidade para colocar a sua equipa em vantagem muito cedo na partida. O Celta de Bica respondeu pouco depois através de uma excelente jogada coletiva. A bola circulou rapidamente do flanco direito para o esquerdo até encontrar António Lourenço, que cruzou rasteiro para Gonçalo Quinteiro. O defesa apareceu em boa posição, mas rematou centímetros acima da baliza naquela que foi a primeira grande oportunidade da equipa de azul-bebé. A insistência acabaria por ser recompensada. António Lourenço e José Lemos protagonizaram uma bonita sequência de primeiro toque, construindo uma jogada de tiki-taka que desmontou a defesa adversária. António Lourenço apareceu na cara de Vasco Mota, viu o guarda-redes defender o primeiro remate, mas na recarga não desperdiçou e fez o empate.
Com o crescimento do Celta de Bica, Vasco Mota começava a assumir-se como uma das figuras do encontro. Seguro entre os postes, o guarda-redes do CAD ELAS transmitia enorme confiança à sua equipa e ia segurando o empate com várias intervenções importantes. Do outro lado, João Faria também mostrava enorme qualidade na baliza do Celta de Bica. Sempre muito atento e seguro nas saídas e defesas, o guardião permitia que a sua equipa mantivesse o equilíbrio mesmo nos momentos de maior pressão adversária. Até ao intervalo, o jogo manteve-se extremamente dividido. Ambas as equipas procuravam chegar ao golo através de muita intensidade e circulação rápida de bola, mas sem conseguirem criar ocasiões verdadeiramente claras de perigo.
A segunda parte começou com o Celta de Bica novamente perigoso. Gonçalo Quinteiro assumiu a marcação de um livre direto e obrigou Vasco Mota a uma excelente defesa com um remate bem colocado por cima da barreira. O guarda-redes respondeu com qualidade, desviando para canto. O CAD ELAS não se deixou intimidar e voltou rapidamente a mostrar perigo. Tomás Correia Silva arrancou pelo corredor esquerdo em velocidade até à linha de fundo, cruzou rasteiro e, após a primeira defesa de João Faria, ainda tentou aproveitar a sobra para finalizar, mas acabou por não conseguir concretizar. Pouco depois, nova oportunidade para a equipa amarela e azul. Num livre cruzado para a área, Gonçalo Palrão tentou finalizar com a coxa já perto da baliza, obrigando João Faria a mais uma excelente intervenção para evitar o golo. O guarda-redes do CAD ELAS continuava igualmente em destaque. José Lemos surgiu em velocidade para o Celta de Bica e rematou forte, mas Vasco Mota mostrou novamente enorme atenção e segurou o empate. O momento decisivo acabaria por surgir numa jogada de insistência ofensiva do CAD ELAS. Diogo Curto acelerou pelo corredor esquerdo e cruzou atrasado para Gonçalo Palrão, cujo remate foi defendido. Na sobra, Hugo Rego acertou na barra, mas a equipa não desistiu da jogada. A bola voltou a circular até encontrar novamente Hugo Rego no lado direito, que desta vez disparou forte e colocado, vendo a bola rasar a barra antes de entrar para o fundo das redes. Mesmo depois de recuperar a vantagem, o CAD ELAS continuou a pressionar e a procurar o terceiro golo. O que evitou uma diferença maior no marcador foi novamente a segurança de João Faria, que manteve o Celta de Bica vivo no encontro até aos minutos finais.
No final, o CAD ELAS acabou por sair vencedor de um jogo muito equilibrado, decidido nos detalhes e onde ambas as equipas mostraram qualidade coletiva, intensidade competitiva e dois guarda-redes em enorme plano.
Por: Miguel Martins
por Redação Allstars