Festival de Golos e Nota Artística: Beer Neverlusen Verga Napoleon com Reviravolta Épica!
A quinta jornada da Liga B3 colocou frente a frente o Beer Neverlusen, que procurava sacudir a derrota da última ronda, e os italianos do Napoleon que não conhecem o sabor da derrota.
O jogo começou com uma intensidade altíssima e foram os napolitanos a gelar a formação alemã logo a abrir: Rodrigo Sequeira, num movimento individual de classe, puxou da ala para o corredor central e soltou um autêntico "tiro" cruzado, sem qualquer hipótese de defesa para Guilherme Nonet, fazendo o 1-0.A resposta alemã não se fez esperar e revelou o pragmatismo da equipa. João Camponez levantou a cabeça e descobriu João Lopes na quina da área, o camisola 10 executou uma receção orientada perfeita, tirando logo o defesa da frente, e disparou rasteiro e colocado para o empate. O Beer Neverlusen cresceu no jogo e desenhou uma jogada coletiva de pé para pé, daquelas que parecem tiradas de um manual, culminando num remate de Afonso Dias que Vasco Ramos teve de defender por instinto com os pés. Do outro lado, o Napoleon mostrava que estava vivo: Mateus Duarte serviu de metrónomo no meio-campo e lançou uma bola teleguiada para Rodrigo Sequeira, que amorteceu com o peito e disparou a raspar o poste. A pressão italiana deu frutos pouco depois: numa falha na saída de bola alemã, Pedro Martins recuperou, deixou Bernardo Moreira sentado no relvado com uma finta estonteante e finalizou com frieza para o 2-1.
Foi então que o pavilhão parou para ver o momento da noite. Após um alívio da defesa italiana, a bola sobrou para Pedro Pires ainda atrás da linha do meio-campo. Sem deixar a bola tocar no chão após o primeiro ressalto, o camisola 7 desferiu um remate com uma potência e trajetória inacreditáveis. A bola sobrevoou todo o campo e aninhou-se no fundo das redes um golo de antologia que operou a reviravolta para 3-2 e deixou os adversários incrédulos.Abalados, os italianos viram os alemães partir para o massacre. Afonso Dias voltou a romper pelo meio-campo, ultrapassando dois oponentes antes de rematar com perigo. Pouco depois, João Lopes voltou a ser "mágico" na esquerda, bailou sobre o seu marcador direto e serviu de bandeja para António Pires da Silva encostar para o 4-2. Para fechar o espetáculo com chave de ouro, João Lopes voltou a cruzar com precisão para o coração da área, onde Afonso Dias, num momento de pura inspiração, elevou-se e desferiu uma bicicleta perfeita, selando o 5-2 final.
por Vicente Serrano